segunda-feira, 31 de março de 2014

Desabafo

Pensei que viver fosse mais fácil , mas percebo que não é bem assim. Amo um alguém que não pode ser meu, vivo alguns sonhos, mas não os meus, as vezes penso do que adianta tanto coisa se as mais simples não podemos ter?
As vezes quando saiu pelas ruas da cidade fico a imaginar e a dialogar comigo mesma como anda meu desiludido coração. Eu não conhecia as dores de um amor, amor esse que cresce cada dia e que mesmo sem querer o cultivo com as pequenas lembranças dos momentos vividos,amor esse que faz pedacinhos do meu coração. Essa foi a primeira vez que pude sentir realmente o que é amar uma pessoa e o que mais doí em mim é ama-la e ter que te-la e vê-la somente de longe, se ao menos pudesse toca-la. Ah como eu queria ao menos puder toca-la ,mas como não me é permitido contento-me apenas com o amor que sinto.
Ah amor parece que foges de mim ou quem sabe não sou digna de amar e saber como é ser amada. Quando penso que estou bem esse sentimento aparece e faz de mim refém. Ah vida porque me fizeste ser conhecedora das chagas causadas pelo amor. Se eu morresse hoje,morreria feliz pois tive o privilegio de conhecer o amor,um amor puro e inocente que só os verdadeiros amantes conseguem viver sem jamais perder a essência.
Ah amor que me faz sofrer, mas ao mesmo tempo faz-me sentir viva.

domingo, 30 de março de 2014

UM SIMPLES CONTO

E foi de repente que tudo começou.
Era uma segunda feira, 26 de agosto de um ano qualquer.
O dia estava lindo, iluminado, parecia um dia normal como os outros. Ela mal havia acordado e já estava atrasada, olhou para o relógio e tomou um susto, de imediato levantou, tomou um banho rápido e vestiu a primeira roupa que achara, nem tomou café e saiu em disparada para pegar o ônibus.
Durante sua caminhada até o ponto ela pensava em como seria essa nova fase de sua vida. Ainda preocupada com seu atraso colocou seu fone de ouvido na tentativa de se distrair e, ao som de Sarah Mclachlan (Fallen live), por minutos se esquecera de tudo e todos à sua volta e pôs-se a viajar em seus pensamentos.
Ela não olhava nos olhos das pessoas, era alguém desligada que só queria seguir seu destino sem cruzar o caminho de outras pessoas (mal sabia ela o que o destino lhe havia reservado).
De repente ela se deu conta de que já havia chegado ao seu destino e apressadamente desceu do ônibus. Ao longe se aproximava um alguém de camiseta branca, bermuda jeans, cabelo curto, para ela era apenas mais um alguém sem importância. À medida que essa pessoa se aproximava algo estranho se movia dentro dela. Sentia sensações estranhas jamais sentidas em outros tempos, ela já não era mais a mesma.
Quando, de súbito, olhos claros cruzaram com os seus olhos negros feito a noite, fazendo seu corpo estremecer, suas mãos começaram a suar, seu coração batia forte. Ela havia ficado atônita e sem entender o que estava a acontecer, do porquê aquele encontro a havia deixando assim.
Após aquele instante ela sentiu que sua vida jamais seria a mesma. 
Todas as manhãs ela descia naquele mesmo ponto e era como se seus olhos procurassem por esse alguém, ela vivia na ânsia de encontrar esses olhos claros outra vez, isso era estranho e ao mesmo tempo intenso. Por coincidência ou destino esses olhares passaram a se cruzar outras vezes e ela sentia as mesmas sensações. Surgiam mais uma vez os mesmos questionamentos: porque olhei naqueles olhos que me perturbam? Que estranho.
O que o destino a reserva com esse encontro ela ainda não sabe, mas de uma coisa ela tem certeza, nenhum destino ou caminho se cruzam por acaso.

O desconhecido

Trago um amor no peito
Que amor será esse?
Quem será esse alguém
Que tanto amo?
Quem será esse alguém
Que faz meu coração pular,
Que faz meu sangue vibrar na veia,
Que dar brilho aos meus olhos?
Não sei seu nome
Não conheço sua face
Nunca ouvir sua voz
Mas sinto no ar o seu perfume
Apressa-te em apresentar-te
Tira-me dessa espera angustiante
Vem regar esse amor
Que já não cabe mais em mim.

sábado, 29 de março de 2014

Quem é essa Mulher “feia” de quem tanto as pessoas falam? 
Quem é ela que a sociedade tanto critica, tira seu valor e sua autoestima?
Quem é essa mulher “bonita” que tantos as pessoas falam?
Quem é ela que a sociedade tanto elogia e valoriza sem medidas?
É! Meus caros, peito e bunda hoje em dia são valores.
Um brinde as pessoas medíocres. 
Não é que eu tenha cansado de acreditar.
Por incrível que pareça eu ainda acredito na humanidade das pessoas, mas esta cada vez mais difícil de encontrar essas raras pessoas. Acredito viver em um mundo de pessoas rasas, onde se lançar no outro é um ato de coragem. 
Onde estão vocês humanidade?? Se manifestem.
Como diz Rubens Alves “Sem tempo para lidar com mediocridades.”

sexta-feira, 28 de março de 2014

Lembrança de você


Sentada aqui nesse banco
Vendo o cair da chuva
De repente me veio você
Na cabeça.
Uma saudade de ti
Me perguntando por onde
Você esta?!
Será que estou em seu pensamento?
A chuva parece me trazer você
A cada gota que molha a terra
É uma lembrança sua que vem.
Imagino a tua doce voz
Imagino o seu rosto de menino
Pareço ate sentir o teu perfume. 

As cartas de amor que nunca te dei

Quantas cartas de amor fiz pensando em você 
Cartas essas que nunca te dei
Cartas que jamais vais receber.

Cartas essas que você nunca vai ler.

Nelas está contido o mais puro sentimento
Falo do amor que trago guardado em meu peito
Falo do amor que tu nem sabes que tenho
A cada linha escrita falo somente de ti.

Como pode alguém escrever tanto?
Escrever para um alguém que nunca vai ler
Porque logo eu escrevo essas cartas?
Porque logo eu?

Hoje concordo com Fernando Pessoa
“Todas as cartas de amor são ridículas”
Sim, somos todos ridículos por escrevê-las.
Somos ridículos por amar. 

....

Dizem que vejo a vida em preto e branco, que não deixo ninguém se aproximar com as tintas coloridas.
Dizem que desse jeito nunca vou achar o que procuro. E dai se acaso eu for assim? Ninguém é perfeito.
Talvez o amor que eu quero viver só exista nos livros
.